16 de dez de 2011

...

Uma vez me perguntou se algum texto meu era pra ti. Não, respondi. Quem sabe um dia, pensei. Mesmo tendo certeza de que isso não aconteceria. Mas hoje, aqui está! Um só pra você :)

"Quando eu duvidar, faça-me acreditar...
Quando eu quiser, quiera-me também...
Quando eu digo que não estou com raiva, não pergunte se tenho certeza. Você sabe que não, mas também sabe que tento.
Quando eu me faço de difícil, ao menos finja que acredita. Interpreta e ri da minha farsa.
Quando eu tiver sozinha, se importe, mande mensagens no meio da noite, cuide de mim.
Quando eu chorar, apenas me abrace.
Quando eu sentir saudade, diga que sente também. Mesmo que não seja verdade.
Quando eu não quiser, compreende. Diga que está tudo bem, mesmo que depois possa haver alguma discórdia.
Quando eu sentir preguiça, deixa-me dormir... É quando estou sonhando contigo!
Diga não quando for necessário e me repreenda quando eu estiver errada.
Erre. Seja você. Faça tudo que tiver de fazer sem me esconder.
Só te peço, por favor, não apague a luz e me deixe no escuro.
Não vá embora. Fique. Sente aqui do meu lado e me dê um beijo. Se eu negar, insista. Você sabe que no final eu vou pedir outro."


To: W.T.

23 de ago de 2011


Bobagem é ficar triste por alguém que faz de tudo para deixar-me assim. É deixar de pensar em tantas coisas úteis só pra lembrar daquelas palavras que tanto machucam. É pensar em tudo que deveria ter dito no momento certo e arrepender-se por ter se calado.
Bobagem é desejar que aquele abraço seja eterno, e depois de conformar-se de que ele não será, passar a noite toda sentindo o perfume que ficou na blusa e lamentar quando a mesma foi lavada. É acordar e lembrar que não será hoje e nem amanhã, e se preparar pra passar um bom tempo sem sentir o perfume novamente. Bobagem é respirar fundo e retirar do fundo da memória o cheiro e rezar para renovar logo a reserva. É economizar sorrisos para gastá-los na hora certa.
Bobagem é não se tocar que a hora certa pra você pode ser a hora errada para mim.

9 de ago de 2011

Troféu de idiota.

E de todas as vezes que eu me pergunto o motivo pelo qual eu ainda estou aqui, respostas vem e vão, mas a que permanece é sempre a mesma: nem eu sei.
Eu deveria te deixar de lado e seguir a minha vida sem nem lembrar que você existe. É o que todos me falam pra fazer, mas eu não posso. Tem algo que me prende a você. Como uma luz na mais terrível escuridão. Sempre que chegamos ao fim, essa luz acende e nos leva de volta para o começo. Ou talvez seja uma escuridão na luz, pois temos mais revés à sorte. É estranho.
Mato-me mentalmente quando abro um sorriso pra você, pois você não merece isso. Não faz nada por ele.
Zombo-me mentalmente quando derramo lágrimas por você. Acho ótimo, porque mereço, mas você não... Você não merece nem meu sorriso e nem minhas lágrimas. Simplesmente você não me merece.
Mas eu devo ter feito algo pra merecer. Talvez seja isso mesmo. Sempre achei que fazia a escolha errada e você veio pra provar isso: não escolho o certo nunca! Obrigada por ter trazido o meu troféu de idiota quando você chegou.
Sou eternamente grata, meu amor.

18 de jul de 2011

O ciclo.

Ela respira fundo e repete para si mesma: “vai dar tudo certo, você vai esquecê-lo, você tem que esquecê-lo.” E ela ouvia isso da sua boca e da boca dos outros. De todos que sabem e sentem pena da pobre criatura que chora por um falso amor. Ela sabe que não vai esquecer tão facilmente, e sabe também que todas essas horas perdidas ensaiando um perfeito discurso na frente do espelho não valerão de nada. Soluços abafados pelo travesseiro, lágrimas enxugadas pela palma da mão, e lá vai ela. Levanta, decidida de que é isso que vai fazer. Diz tudo o que quer na frente do espelho e sai de casa se sentindo a mais mulher do mundo. Avista o ex grande amor da sua vida e em sua mente, corre pra abraçá-lo e beijá-lo como sempre fazia, mas sua realidade é outra. Ela apenas se mantém séria e se posta diante dele. “Só vim pra dizer que...” é interrompida. “Eu estava com saudades!” “...É, eu também!”. E sorri, e abraçam-se. E beijam-se, assim como nas outras vezes. Ela volta pra casa, sorridente e esperançosa. Acreditando que dessa vez vai dar certo, que ele mudou. E passam-se dois dias, e três, e quatro. Lá está ela novamente, abafando os soluços e enxugando as lágrimas com a palma da mão. Depois, mais um discurso e a mesma decisão. Dessa vez não vai se deixar levar por ele. Prometera pra si mesma que vai seguir em frente e esquecê-lo. Assim como nas outras vezes.

10 de mai de 2011

Meu tão (im)perfeito disfarce.

Quem me vê sorrindo sempre acha que sou só felicidade. Ah, se meus olhos mostrassem meu verdadeiro 'eu'. As pessoas poderiam ver que nem tudo é o que parece. É preciso disfarçar. Não se pode mostrar a verdadeira face. Se lessem meus pensamentos, eu estava ferrada. Só veriam uma coisa, ou talvez um nome, ou talvez bons momentos. Ou até tudo isso e um pouco de saudade.
Aprendi a disfarçar para evitar perguntas. Não quero responder sobre você. Não quero que saibam da sua existência, e muito menos da sua presença em meus pensamentos. Em meu coração. Mas a quem eu estou tentando enganar? Acreditei em minha própria farsa e hoje duvido se gosto mesmo de você. Talvez seja só de momento. Ou não. Os dias dirão.
Enquanto isso, acordarei, colocarei minha melhor máscara de disfarce e caminharei pelas ruas distribuindo sorrisos, quando por trás, as lágrimas das dúvidas derretem lentamente meu tão (im)perfeito disfarce.

Ele: enquanto eu não puder estar aí, vou pedir pro meu anjo da guarda ir te proteger.
Ela: você sempre fala tudo o que eu preciso ouvir.
Ele: e você é tudo que eu sempre precisei.

... Enquanto todos deletam "liberdade" e "sonhos" do vocabulário, eu acrescento mais de cada um em minha vida. Liberdade é o que almejo, sonhos é o que me alimenta.
Como podem viver sem isso? Como não ter um objetivo? Por que não sonhar? Dá pra sobreviver?
Não sei, apenas tento me levar para onde serei feliz. Para o caminho certo, e se for o errado, tirarei proveito disso. Aproveitarei de tudo. De cada queda, cada fraqueza. Aprenderei com isso e criarei forças.
Enquanto uns desistem na primeira no primeiro obstáculo, eu persisto até que não haja mais obstáculos. Até que tudo esteja plano.

3 de mai de 2011

11/04/2011


Feliz aniversário para o único que me faz feliz e triste ao mesmo tempo, rir e chorar na mesma hora. Uma contradição imensurável, onde eu o amo por tudo e odeio-o por tanto amor. O orgulho que tenho por meu sentimento é o mesmo da saudade que me faz querer esquecer. E a distância que é quase nula quando com ele sonho, é maior que todo universo quando caio na realidade. Realidade essa que me faz querer desistir, não amar mais, deixar tudo de lado e parar de sonhar. Mas o que serei sem meu sonho? O que mais me faria sorrir se não a certeza de que um dia ainda terei aquele abraço tão forte e sincero? Pra onde iria a esperança de que tudo iria ficar bem quando eu corresse atrás?


- texto escrito em 11/04/2011, postado em 03/05/2011 por motivo de preguiça da autora.

Vem...


Queria uma explicação para o sorriso que brota em meu rosto ao te ver sorrir. Queria entender o motivo pelo qual eu me derreto tanto quando olhas nos meus olhos. Por que o seu pedido é tão suplicante, e por quê mesmo eu resistindo, sempre acabo sedendo no final?
Busco resposta para a tua presença constante em meus pensamentos e luto contra a minha consciência para te tirar de minha mente, mas é o mesmo que nada.
Diga-me a razão disso tudo. Explique o porquê dessa paixão tão imediata. Fala que sente o mesmo, ou que não sente nada. Vem sorrir comigo ou rir de mim. Vem ser feliz, vem me fazer feliz.

Amor proibido


Me desculpe por desistir tão cedo por nem ter tentado.
Desculpa por ser tão fraca e não querer continuar, ou até por não saber fazer isso.
Me desculpa por te amar e não ter forças pra falar.
Perdoa-me se em algum momento deixei transparecer o quanto eu estava desesperada por ti.
Desculpa por eu não passar tanto tempo olhando nos teus olhos, mesmo daquela vez em que você disse: "Olha pra mim. Ei, é pra olhar. Dá pra parar de desviar?". Me desculpa. Eu imploro. É que me perco nos teus olhos e não sei como voltar. Neles tem um labirinto escuro, e no final, um precipício. Se eu passar muito tempo olhando, encontrarei a saída, e depois disso, já era... Tarde demais.
Por isso, te peço desculpas. Pela minha fraqueza, pelos meus motivos, pelos tantos motivos...
Me desculpa por desistir desse amor tão proibido.

Copo de veneno.


Me vejo como este copo de veneno. Queimo. Mato lentamente. Faço sofrer amargamente. Sou transparente, mas jamais me decifrarás, e quando isso acontecer, será tarde demais. Já terei te consumido completamente. Envenenado-te. Sou uma passagem de ida sem volta. Ida para o paraíso ou para o inferno. Tudo depende de como serás comigo e para onde queres ir quando estiveres mais aqui. Pois como um fiel e amargo copo de veneno, te apresentarei o outro lado da vida. Vida?

21 de mar de 2011


Fazer tudo errado é um dom. É como ter um escudo desviando os acertos e absorvendo os erros. Dói, machuca, queima. Mas não há nada a ser feito. Minto. Há tudo a ser feito.
Afastar, fugir. Não consigo. Talvez tenho outro dom: o de me acostumar com o pior. Aprendo a conviver com as escolhas que tanto fazem mal, que me levam noites de sono e me tiram lágrimas.
E o pior, se eu tivesse outra chance, não faria diferente. Aí é que eu não entendo. Como posso querer errar sempre? Como posso gostar disso?
Talvez seja porque eu prefiro o errado por ter medo do certo. Prefiro me machucar do que machucar o outro, mesmo não tendo nenhum vínculo com o ser.
Sou tão errada que faço todos acreditarem na minha "realidade", nos meus "acertos.

26 de jan de 2011

Memórias de uma suicída.

O vento batia em meu corpo e me empurrava contra a direção que eu almejava seguir. Ele era forte, frio, violento. Ardia em minha pele, como se uma pequena malha de brasas me agasalhasse. E por mais que eu quisesse sentir o calor das brasas, a dor prevalecia. A dor era tudo e mais um pouco. Ela exercia controle de cada parte do meu corpo, emitindo enormes ondas de choque elétrico, me fazendo tremer e olhar sempre pra baixo.
Pra baixo. Era pra lá que eu queria ir. Deixaria a imensidão negra da noite me engolir. Dominar cada centímetro do meu corpo, fazer o que bem entender com ele. A altura era assustadora para qualquer individuo que se encontrasse no meu lugar. Qualquer um, menos eu. Sempre fui fã de alturas. Adoro aventuras, e essa seria uma maravilhosa para fechar meu livro chamado Vida com chave de ouro.
Meus cabelos longos e dourados flutuavam no ar, dançando agitadamente no ritmo do vento. Olhei pras minhas brancas e gélidas mãos, elas tremiam e soavam exageradamente. Tentei enxugá-las na calça jeans apertada que eu escolhera pra descansar. Calça jeans escura e apertada, blusa de manga branca, jaqueta de couro preta e coturnos combinando com a jaqueta. Observei mais uma vez minha aparência. Meu corpo já estava debilitado, tão magro como nunca fora. Podia lembrar-me de quando o olhei nu pela última vez, horas antes. Tão pálido, magro, apenas a pele sobre o osso, passando uma imagem de doente, morta-viva. Mais morta do que viva. Sorri da minha ironia. Viva. Isso parecia engraçado, talvez porque não seria assim por tanto tempo.
Dei mais um passo a frente e senti algumas gotas geladas caírem sobre meu corpo. Poucos segundos depois a blusa branca já estava transparente, grudada em meu corpo. Meus ossos saltavam do tecido fino e percebi que estava mais frágil que imaginava. Achei que fosse desmoronar na próxima rajada de vento.
Olhei pra baixo novamente e calculei no máximo três centímetros da ponta das minhas coturnos pra o final da grande rocha. Tentei calcular também a altura na qual eu me encontrava. Não consegui. Talvez porque fosse tão alto que eu não enxergava o final. Respirei fundo e senti o vento cortante penetrar meu nariz e boca, raspando com uma navalha uma pequena camada da minha sensibilidade.
A dor não diminuiu, eu apenas estava acostumada a conviver com ela. Ela era minha parceira de tantos longos anos. Chequei mentalmente se deixara o bilhete pro meu pai num local que ele visse. Dentro da geladeira, em cima do engradado de cervejas. Certeza que ele estava lendo agora, pois teria a grande final do seu time de futebol favorito e é lei assistir jogos com cervejas. Sorri novamente. Essa noite seria marcante pra ele.
Coloquei a mão na cintura e encarei novamente a infinita imensidão escura que me esperava. Ouvi passos. Gritos. Muitos gritos, mas eu não podia identificar o que eles queriam dizer. O vento era forte e alto, portanto não me deixava ouvir nada além de gritos sussurrados.
Os passos se aproximavam e os gritos também. Reconheci a voz. Era ele. Ele. Ele. Eu não pude acreditar, falei pra nunca mais vir atrás de mim e que isso seria a coisa certa a fazer. O único jeito de acabar com minha dor e fazer essa doença me matar de vez. Olhei pra trás e pude identificá-lo pela última vez. Gravei bem seu corpo escultural em minha mente, para levá-lo para a eternidade. Os braços extremamente musculosos e o peito desenhado à mão marcavam a blusa branca e molhada que ele vestia. Uma calça clara ensopada da chuva e tênis escuros. O cabelo curto, mas bagunçado. A voz. Me fez estremecer.
- NÃO FAZ ISSO.
Olhei pra frente e pulei. Senti cada centímetro do meu corpo enrijecer com a queda livre. Abri os braços e tive a sensação que sempre sonhei: voar. Era incrível. Pena que não durou muito.

16 de jan de 2011

Algo de extrema inutilidade.


Venho por este, noticiar um fato de nula importância para a sociedade: não obtenho mais resultados em minhas tentativas de por pra fora tudo que sinto através de palavras.
As folhas permanecem em branco, quase do jeito que as encontrei. Se não fosse pelos pequenos amassados na ponta ou pelas inúmeras marcas das vezes que passei a borracha sobre rabiscos do lápis.
A inspiração não me habita mais. Essa fugiu, não deixou explicações ou substituição. Procuro-a em todas as partes. Todas. Vejo um pássaro voar. Liberdade. Jamais sentira isso, portanto não posso escrever a respeito. Duas pessoas felizes. Amor. Não me atrevo a falar sobre. Complexo demais. É preciso sentir para saber, e quem dirá que você realmente saberá?
Enfim, todos os fatos me levam a mesma conclusão: desaprendi a amar. Desaprendi a viver. Desaprendi a respirar. Desaprendi a escrever.
Enquanto isso procurarei outras formas de desabafar. Mas provavelmente não vou encontrar, porque a única coisa que sei fazer é escrever.
Quando na verdade eu não sei, apenas tento. Saber é entender, dominar, compreender etc.
Eu não sei de nada, não domino nem sequer minha personalidade. O que fazer se não escrever? Por que não tentar? Por que não errar? Por que não consigo mais?
Encontrarei a resposta escrevendo. E venho por este, noticiar um fato que continua sendo de nula importância para antes sociedade, agora para alguém: vou continuar tentando obter resultados em minhas tentativas de por pra fora tudo que sinto através de palavras.